Família Paranaense

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14/05/2018

Macrorregional em Londrina reúne representantes de 74 municípios

Para avaliar o modelo de acompanhamento familiar do programa Família Paranaense, a Secretaria da Família e Desenvolvimento Social realizou, terça (08) e quarta-feira (09) reunião com quatro regionais, em Londrina, norte do Estado. O encontro foi realizado na Universidade do Norte do Paraná (Unopar) e reuniu cerca de 250 técnicos e gestores da rede socioassistencial.

Além da regional de Londrina, participaram as regionais de Apucarana, Cornélio Procópio, Ivaiporã. No total, foram 74 municípios. Esse modelo é um dos diferenciais do Família Paranaense, a principal estratégia do governo para combater a pobreza.

De acordo com a coordenadora do programa, Letícia Reis, o acompanhamento promove a autonomia de quem vive em situação de extrema pobreza. “Garantir o protagonismo das famílias em situação de risco e vulnerabilidade é a principal meta do programa, que está em constante evolução”, explica a coordenadora.

Segundo a chefe do escritório regional de Londrina, Deise Tokano, a oportunidade possibilitou reflexão sobre o trabalho social com as famílias acompanhadas pelas equipes municipais. “É uma forma de qualificar o trabalho dos técnicos que atuam no Família Paranaense”.

LÚDICO – O tema desse encontro foi “Jogos Cooperativos –Transformar o mundo brincando”, abordado pelo palestrante Edgard Gouveia Júnior. O palestrante é conferencista internacional nas áreas de desenvolvimento comunitário, protagonismo juvenil e tecnologias sociais.

Foi demonstrado que a experiência lúdica, a brincadeira, o jogo, levam as pessoas a colaborarem entre si, a se engajarem em um mesmo objetivo, a usarem a criatividade e a enxergarem recursos que estavam despercebidos. Gouveia Júnior citou exemplos de projetos em que a mobilização comunitária parte de elementos típicos da brincadeira, como a gincana, para perceber abundância onde parecia haver escassez.

A palestra vai ao encontro do modelo de acompanhamento familiar, que fala em abordagem colaborativa – fazer “com” as famílias, não “para” as famílias – e convida-as a perceberem o que existe de bom em si e em seu território, e a valorizarem seus sonhos.

PARTICIPAÇÃO – A assistente social do Centro de Referência de Assistência Social (Cras) de Alvorada do Sul, Vanessa Solcia, contou que a macrorregional fortalece ainda mais o trabalho já realizado com as famílias. “Nós nos aproximamos das experiências de outros municípios e melhoramos nossa própria atuação”.

Vanessa também enfatizou que o Estado dá o suporte e a base técnica necessária para desenvolver o trabalho “tão complexo e integral”.

Para a assistente social do Cras de Nova Tebas, Marilda Castro de Souza, a experiência de nove anos na área pode ser sempre melhorada. “A reunião vem ao encontro do trabalho que já vem sendo realizado, embasando nossos esforços pela emancipação das famílias que mais precisam”, complementa Marilda.

APERFEIÇOAMENTO – No primeiro dia, o evento trouxe apresentações sobre o atual panorama do Paraná no Acompanhamento Familiar bem como a apresentação dos municípios que participam da implantação do modelo de Acompanhamento Familiar.

No dia seguinte, os técnicos participaram de uma oficina com servidores do Centro de Referência Especializado de Assistência Social (Creas) sobre o acompanhamento das famílias que já sofreram alguma violação de direitos.

FAMÍLIA PARANAENSE - Lançado em 2012, o programa está presente nos 399 municípios do Estado e já atendeu 332 mil famílias, com ações integradas de 19 secretarias e órgãos estaduais. O investimento total chega ao montante de R$ 229 milhões.

AGENDA – Este foi o primeiro de cinco encontros macrorregionais sobre esse tema. O próximo acontece em 15 e 16 de maio, em Maringá. As outras cidades que receberão o evento serão Foz do Iguaçu, nos dias 22 e 23 de maio; e Curitiba, dos dias 12 a 15 de junho.

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