Comunicação

Família e Desenvolvimento Social

22/03/2016

Paraná mantém empregos no setor de serviços e agropecuária, diz Caged

O agravamento da crise econômica no país no início deste ano não afetou o nível de emprego em dois setores importantes para o desenvolvimento do Paraná: serviços e agropecuária. Segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgado nesta terça-feira (22) pelo Ministério do Trabalho e Previdência Social, em fevereiro o setor de serviços criou 908 empregos com carteira assinada, enquanto que a agropecuária abriu 576 novas vagas de trabalho no estado.

O Paraná também registrou taxa de retração de empregos menor que a média registrada pelo Brasil. Enquanto o país fechou 104.582 postos de trabalho, uma redução de 0,26% na quantidade de trabalhadores com carteira assinada, a retração no estado foi 0,08%. No total, o Paraná apresentou saldo de -2.050 postos de trabalho. O saldo é diferença entre as demissões (104.277) e contratações (102.227) realizadas no período.

Para o diretor de Estatística do Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico Social (Ipardes), Daniel Nojima, o saldo positivo no setor de serviços indica que há uma sustentação da atividade. “Esses números são bons indicativos dessa resistência do Paraná à recessão. As vagas na agropecuária são influenciadas pelo momento de safra, mas que mantém uma continuidade dos resultados apresentados no passado, com perspectiva de um pequeno crescimento”, afirmou.

RITMO – Em 2016 a agropecuária mantém o ritmo de crescimento de 2015, quando o Paraná encerrou o ano como o estado da Região Sul que gerou o maior número de empregos no setor. De janeiro a dezembro, foram criados 3.067 novos postos de trabalho.

O mesmo destaque vale para o setor de serviços que, no acumulado deste ano, foi o que mais criou empregos com carteira assinada no estado (3.418).

RANKING – Segundo o Caged, o interior do estado liderou a geração de postos de trabalho no Paraná, sendo responsável por 62% das contratações em fevereiro. A região Norte Central, que tem como principais municípios Maringá e Londrina, foi a que mais gerou empregos, 1.064 ao todo.

Dez municípios se destacaram na criação de empregos formais: Capanema (590), São Mateus do Sul (362), Tapejara (334), Ibiporã (296), Rio Negro (264), Ivaté (247), Palmas (216), Arapongas (141), Quatro Barras (139) e Cambará (137). Em Capanema, o setor da construção civil impulsionou as contratações, com 568 novos postos de trabalho.

“O saldo de empregos formais entre os municípios paranaenses demostra que houve uma pulverização na criação de postos de trabalho. Observamos uma dispersão entre aquelas cidades que mais geraram empregos em todo o estado”, explicou o economista do Observatório do Trabalho, da Secretaria de Estado do Trabalho e Desenvolvimento Social, Juliano Padilha.

OCUPAÇÕES - A ocupação que mais empregou em fevereiro foi de alimentadores de linha de produção, com 593 novos postos formais. Na sequência aparecem as seguintes ocupações: trabalhadores de carga e descarga de mercadorias (506), magarefes e afins, que responde diretamente à demanda do setor frigorífico e trabalhadores no segmento de beneficiamento de cereais (500).
Recomendar esta notícia via e-mail:

Campos com (*) são obrigatórios.